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sábado, 24 de outubro de 2009

Alberto Caeiro aka Fernando Pessoa

"... O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar... "

Ao ler um pouco do poema de Alberto Caeiro "Guardador de rebanhos" e transportando para o meu mundo, a minha vida e as consequências que me levaram a ser quem hoje sou, deixam-me num enorme estado de reflexão.
Aquilo que tiro deste excerto que escolhi é de que, sob o meu ponto de vista e tendo em conta a minha experiência, temos que encontrar forma de seguir em frente aquando de questões amorosas.
Se pensar é estar doente dos olhos segundo o autor, então segundo o meu raciocínio, ficamos de olhos fechados para o mundo, e ficamos sem a percepção do que se passa à nossa volta.
Estive umas boas horas a pensar apenas na parte que está em cima e fiquei a reflectir.
Será que na altura em que o poema foi escrito(1911-1912), a forma de pensar e de sentir foi a mesma que é nos dias de hoje?
Será que chego à conclusão errada de que, amar é uma perda de tempo?
Muito sinceramente penso que não, mas por outro lado, será uma faca de dois gumes em que ao amarmos, estamos de olhos fechados e não conseguimos aproveitar o que está à nossa volta?
Será possível haver pessoas incapazes, ou então com capacidade, em não amar e ver e sentir o mundo que temos?
Será este excerto, tal como o poema em si, uma mensagem para os seus leitores de que existe algo maior, mais poderoso que o Amor?

Eu quero pensar que não, mas o mundo não se fez para pensarmos nele, mas para olharmos para ele e para estarmos de acordo....

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